Retorno acionário e grau de alavancagem operacional: evidências sob novas abordagens metodológicas

Paulo Roberto Barbosa Lustosa, José Antonio de França

Resumo


Este artigo avança sobre o estudo de Dantas, Medeiros e Lustosa (2006) para apresentar novas evidências da resposta do mercado ao Grau de Alavancagem Operacional – GAO. O GAO foi calculado empiricamente como a relação entre a margem de contribuição e o lucro operacional, sendo aquela obtida por uma regressão do custo do produto vendido contra a receita operacional líquida. Além disso, foram adicionados novos modelos relacionando o retorno trimestral de mercado com o GAO tanto no sentido contemporâneo, em um mesmo trimestre, como defasado em um trimestre. Os retornos foram considerados em termos normais, isto é, o próprio retorno divulgado, como em condições não esperadas, ou anormais, o que levou à definição de um modelo para a antecipação do retorno pelo mercado. Considerando a relativa estabilidade do GAO, utilizou-se modelos naïve, do tipo random walk, para o cálculo do GAO e do retorno não esperados. Os resultados indicam que: (i) o GAO médio mostrou-se relativamente elevado, sinalizando possível ociosid  e das firmas no período amostral; (ii) o crescimento trimestral médio da receita das firmas, no mesmo período, foi relativamente pequeno; (iii) como consequência de (i) e (ii), houve relação significativa e inversa entre o retorno normal contemporâneo e o GAO defasado de um trimestre, bem como do retorno anormal com o GAO não esperado também defasado; e (iv) houve relação significativa e direta entre o retorno contemporâneo de t e o GAO não esperado do próprio trimestre.

Palavras-chave


Grau de Alavancagem Operacional (GAO). Retorno não Esperado. GAO e Ociosidade

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