Caminho Aleatório do Índice BOVESPA - evidências do período de 1986 a 2004

Gerson Ishikawa, Vanessa I. Rasoto, Armando Rasoto, Luiz Hamilton Berton

Resumo


Vários estudos dos retornos históricos das ações no mercado brasileiro no período até 1999 obtiveram evidências da não-aleatoriedade da sua evolução, inclusive com a determinação de coeficientes positivos e significativos de autocorrelação. No entanto, também revelaram que no período de análise após 1994 os testes não eram conclusivos, sugerindo uma mudança na característica do mercado acionário brasileiro. Além disto, os resultados também eram menos expressivos para carteiras do tipo VW (value-weight), ponderadas por valor, em relação às carteiras EW (equalweight), igualmente ponderadas. Este artigo avalia um período mais abrangente e recente (de 1986 a 2004) e aponta para a evolução aleatória do índice da bolsa de valores de São Paulo (IBovespa), como representativo de uma carteira teórica das ações mais líquidas e negociadas no mercado acionário brasileiro. A conclusão sobre a aderência à hipótese de caminho aleatório do IBovespa no período de 1995 a 2004 é consistente para retornos diários, semanais e mensais, em termos nominais e deflacionados pelo IPCA e pelo dólar americano. Inclusive obtiveram-se indicações de que o IBovespa seguiu o caminho aleatório em todo o período de amostragem de 1986 a 2004. A metodologia de avaliação da hipótese de caminho aleatório está baseada no teste das variâncias proposto por Lo & MacKinlay (1988), sendo robusto para regimes heteroscedásticos.

Palavras-chave


hipótese do caminho aleatório. Eficiência dos mercados. IBovespa

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