Programa academia da saúde: enfrentamento de doenças crônicas não transmissíveis

Xavéle Braatz Petermann, Sheila Kocourek, Luciana Flores Battistella

Resumo


A história da promoção da saúde, na gestão pública, teve início, a partir de 1970, em decorrência dos gastos excessivos com a assistência médica, diagnósticos e tratamento de doenças, que não tinham efeitos positivos esperados na saúde das pessoas. Como parte integrante desse movimento da promoção da saúde, emerge no Canadá a proposta das ‘Cidades Saudáveis’, a partir de 1978. Esse modelo se difundiu pelo mundo e se tornou um movimento internacional de promoção da saúde no âmbito da gestão pública. No Brasil, o Programa Academia da Saúde, inspirado no modelo das ‘Cidades Saudáveis’ foi implantado, em 2011, como umas das principais estratégias do Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas não Transmissíveis na Atenção Básica. Esse programa público de saúde contempla recursos humanos qualificados e estrutura física implantada nas comunidades, para desenvolver ações de promoção da saúde para a adoção de estilos de vida saudáveis. Dessa maneira, o estudo em tela tem como objetivo discutir, no âmbito da Administração Pública, o Programa Academia da Saúde e sua relação com estratégia do plano de ações estratégicas para o enfrentamento das doenças crônicas não transmissíveis na atenção básica, como política pública de promoção à saúde no Brasil. O Programa Academia da Saúde, caracterizado como o maior programa de promoção da saúde já implantado no Brasil permanece como uma das principais iniciativas governamentais, como parte integrante da atenção básica para garantir a equidade e universalidade no acesso no Sistema Único de Saúde à política de promoção da saúde.


Palavras-chave


Sistema Único de Saúde. Atenção Primária à Saúde. Doença Crônica. Política Pública. Política Nacional de Promoção à Saúde.

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