A influência da classe ociosa no contexto econômico-social do estado desenvolvimentista

Maria S. de B. Guimarães, Jersone Tasso Moreira Silva

Resumo


Este artigo tem por objetivo identificar, a partir de A Teoria da Classe Ociosa de Thorstein Veblen, o comportamento ético da classe ociosa brasileira como raiz da estagnação do país e sua influência na construção do Estado desenvolvimentista. Fazendo-se uma análise dos aspectos político, econômico e social dos momentos históricos e da influência lusitana na constituição da classe ociosa brasileira, observou-se uma convergência econômica mantenedora dos privilégios da classe dominante e do desequilíbrio social, influxos da ingerência na adoção do ideário da Comissão Econômica para a América Latina (Cepal). O ócio liga-se ao consumo para de ostentar a reputação social. Como conseqüência, o Estado brasileiro difundiu uma moral individualista e ociosa, tornandose, assim, o princípio ético instaurado no Brasil contemporâneo.

Palavras-chave


Classe ociosa. Estado desenvolvimentista. Ética

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